GERAL
Aumenta pressão pela abertura dos arquivos da ditadura
Ivone Barreiros, da Aojesp: “O TJ engavetou todas as nossas iniciativas”.

A recente publicação de supostas fotos de Wladimir Herzog, jornalista assassinado dentro de sua cela pela ditadura militar, reacendeu a polêmica sobre a divulgação dos arquivos do período do regime militar.

Mais: revelou que o país precisa refazer uma ampla limpeza na sujeira que ficou escondida debaixo do tapete da anistia, que colocou no mesmo patamar torturadores estatais e aqueles que lutaram contra o regime de arbitrariedade instituído em 1964.

A crise gerada pelo surgimento das fotos, que depois foram confirmadas como sendo de outro preso político, causou furor entre os militares.

O Exército chegou a divulgar nota na qual justificou a violência contra Herzog como “legítima resposta à violência dos que recusaram o diálogo, optaram pelo radicalismo e pela ilegalidade e tomaram a iniciativa de pegar em armas e desencadear ações criminosas”.

A crise derrubou o Ministro da Defesa, José Viegas, e o presidente da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos, João Luiz Duboc Pinaud.

Depois que a poeira baixou, diversos grupos organizados, partidos e parlamentares retomaram a luta pela abertura da caixa-preta. Mas para que isso aconteça, o presidente Lula precisa revogar um decreto de FHC, que no apagar das luzes de seu mandato, estabeleceu que estes documentos, considerados “ultra-secretos”, fiquem fechados por 50 anos. O sigilo pode ser renovado por mais 50.

Saiba mais sobre o tema: www.torturanuncamais-rj.org.br

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