Cerca
de três mil pessoas marcharam contra a Alca (Área de Livre
Comércio das América) no último dia 16 de junho,
em São Paulo. Os manifestantes se dirigiram ao centro de convenções
do Anhembi, onde acontecia a 11º Conferência das Nações
Unidas para o Comércio (Unctad).
Entre as reivindicações
dos manifestantes, destacam-se a redução da jornada de
trabalho no Brasil sem redução de salários, com
salário mínimo digno; Reforma Agrária e reforma
urbana com a construção imediata de moradias populares;
a autodeterminação dos povos; a saída das "tropas
invasoras" do Iraque e do Haiti; o rompimento com o FMI (Fundo
Monetário Internacional); o não pagamento da dívida
externa; o fim imediato das negociações da Alca; e a realização
de um plebiscito oficial sobre esse acordo comercial.
O ato foi organizado
pela Coordenação dos Movimentos Sociais, que inclui a
Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem-Terra (MST), a União Nacional dos Estudantes (UNE)
e o Sindicato dos Advogados de São Paulo.
Esta não
foi a única manifestação contra o chamado “livre
comércio”. No dia 17, a Confederação Internacional
de Organizações Sindicais Livres, defendeu que os países
pobres e em desenvolvimento sejam protegidos pela ONU quando estes fizerem
parte de acordos e tratados de comerciais.